Marx Beltrão volta a pleitear apoio do governo federal para agricultura familiar automático

O deputado federal Marx Beltrão (PSD), coordenador da bancada federal alagoana no Congresso Nacional, ressaltou a importância de apoio aos agricultores e trabalhadores rurais durante a pandemia do coronavírus, comentou a implementação de linhas de crédito por parte do governo federal para este setor da produção nacional, e voltou a cobrar mais ação do governo Bolsonaro em favor da agricultura e da produção de alimentos no país frente a crise da Covid-19.

Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Marx disse nesta terça-feira (14) que “a agricultura é um dos motores da economia e precisa ser vista como prioridade. Principalmente os pequenos trabalhadores do campo e da agricultura familiar, que mesmo diante da pandemia do coronavírus seguem com suas mãos calejadas garantindo o alimento de nossas famílias”.

Na Câmara, Beltrão foi um dos propositores de fomento financeiro, empréstimos e crédito para trabalhadores do campo e do segmento agrícola. Para socorrer estes trabalhadores, o governo liberou crédito emergencial para agricultores de pequeno a médio porte enfrentarem a pandemia da Covid-19. Para os pequenos produtores foi disponibilizado um financiamento com juros de 4,6% ao ano, com limite de R$ 20 mil por agricultor.

Para os produtores de médio porte, os juros serão de 6% ao ano com limite de R$ 40 mil. Todas as linhas de crédito permitem pagamento em até 3 anos. Já para as cooperativas, por exemplo, o governo autorizou financiamento no valor máximo de R$ 65 milhões por beneficiário. As taxas de juros vão variar de 6% a 8%.

O parlamentar também reforçou a necessidade de mais ações do governo para aperfeiçoar as linhas de crédito disponibilizadas e em busca da não paralisação de programas vitais para o setor da agricultura familiar, que estão ameaçados por falta de repasses por parte da União.

“Linha de crédito é importante. Porém, este apoio ainda é pequeno diante da importância do setor, que gera emprego e renda e que coloca comida na mesa de todos os brasileiros. Os homens e mulheres do campo precisam de socorro ainda maior. Por exemplo, o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa do Leite precisam ter seus recursos garantidos, com urgência. No setor da pesca, os pescadores também não podem ser esquecidos e aguardam por auxílio. As taxas de juros dos empréstimos liberados podem ainda ser mais reduzidas, e os prazos de pagamento precisam ser ampliados em muito” atestou Beltrão.

De acordo com o Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agricultura familiar representa 77% dos estabelecimentos agrícolas do país, e mesmo com apenas 23% da área agrícola, tem grande participação na mesa dos brasileiros: nas culturas permanentes, responde por 48% do valor da produção de café e banana; nas temporárias, por 80% do valor de produção da mandioca e 42% do feijão.

Somente a agricultura familiar ocupa 10,1 milhões de pessoas, 67% do total de trabalhadores nos estabelecimentos agropecuários. A demanda por frutas e hortaliças nos supermercados cresceu de 20% a 30% nos primeiros dias de intensificação da pandemia da Covid-19. A comercialização no varejo representa em torno de 53% das movimentações desses produtos.