Ataques no Ceará chegam a 64; facção tem ‘salve’ para mais atos violentos

A capital cearense e mais 18 municípios do Estado sofrem há seis dias com ataques criminosos. O número de casos chegou a 64 e o secretário de Segurança Pública, André Costa, informou que líderes de facções criminosas – que teriam motivado a ação – começaram a ser transferidos para presídios federais. Já é a segunda maior onda de atentados da história do Ceará.

Desde o dia 20, pelo menos 75 veículos foram destruídos e 11 equipamentos públicos e privados, atacados. No total, foram presas até agora 63 pessoas com suspeita de envolvimento com os crimes. Um recado atribuído a uma facção criminosa local, os Guardiões do Estado (GDE), promete agora um ataque generalizado a prédios públicos, empresas privadas, concessionárias de carros, ônibus e até supermercados. A medida seria uma represália ao tratamento mais rígido adotado no interior dos presídios.

Conforme a assessoria de comunicação do governador Camilo Santana (PT), o comunicado, com data do último dia 20, “não passa de um ‘salve’ que circulou por aí”. Os criminosos reivindicam melhor tratamento dentro dos presídios. Segundo os detentos, a prática dos agentes penitenciários é dada como “exagerada” e, se não mudar, haverá “terror”.

Por meio de pronunciamento na internet, Santana disse que não cederá. “E quanto às medidas moralizadoras que temos tomado nos presídios, reafirmo que continuarão cada vez mais fortes, sem retorno de regalias”, diz o texto.

Costa informou também que vai intensificar a operação nas ruas para reforçar a segurança. A frota de ônibus coletivos continua reduzida a 75% e apenas 40% das vans estão circulando na capital e região metropolitana. Anteriormente, os itinerários só eram cumpridos, em alguns locais, com reforço de escolta policial.

No início de 2019, a maior onda de ataques da história do Ceará

Logo no começo deste ano, o Ceará viveu a maior onda de atentados de sua história. Entre os dias 2 de janeiro e 4 de fevereiro, foram contabilizados 283 ataques em 56 dos 184 municípios do Estado, dos quais 134 aconteceram em Fortaleza. Mais de 400 suspeitos foram presos. Três foram mortos. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, chegou a enviar tropas federais para ajudar no patrulhamento no Estado.

26/09/2019

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